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Campanhas

Uma manchete na página A7 (poder) da Folha de São Paulo, edição de hoje, chamou-me a atenção: "Alckmin institui 'gabinete antiprotesto'"; a manchete menor prendeu mais ainda a minha atenção: "Palácio dos Bandeirantes monitora manifestações organizadas nas redes sociais e muda agenda do governador".
Como eu frequento as tais redes sociais (Facebook, Orkut, Twitter) e tenho este blog, fiquei com a curiosidade mais aguçada porque entre os meus amigos no Facebook - tenho apenas 112 - não há tais movimentos que cheguem a incomodar quem está no poder. Eu mesmo tenho postado algumas "denúncias", apontando - e com fotos - buracos nas vias públicas, automóveis estacionados irregularmente e outras mazelas cuja existência muitas vezes depende apenas do mau cidadão, às vezes do mau governante e por vezes de ambos, do mau cidadão e do mau governante. Hoje mesmo postei uma foto no Facebook e o título era "torpeza bilateral" em que aparecem dois veículos estacionados bem debaixo da placa de "proibido estacionar" na rua São Pedro, nas proximidades do Supermercado Pão de Açúcar do Cambuí. Mas sinto que sou uma voz pregando no deserto. Entre os meus amigos -- 112, como já disse - dificilmente há esse engajamento.
Mas o corpo da notícia a que me refiro explica a causa do meu insucesso em iniciar campanhas nas "redes sociais" e ao mesmo tempo me conforta: "as manifestações, organizadas com auxílio de militantes de partidos que fazem oposição ao governador...". Nem preciso dizer mais. O sucesso dessas campanhas está ligado aos partidos políticos de oposição. Está parecendo a China (oportunamente falarei disto).
Pois é: os partidos políticos, de oposição ou não ao governo de Campinas, poderiam auxiliar no combate aos buracos, aos carros mal estacionados, à profusão de placas de empreendimentos imobiliários nos fins de semana, etc. Enfim: uma campanha para tornar Campinas uma cidade mais civilizada.
Para ilustrar, a foto que postei e um cartaz que uma amiga postou no Facebook.

  Silvio Artur Dias da Silva

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