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Mostrando postagens de 2018

João de Deus e os crimes sexuais

Estourou como um petardo de vários megatons a notícia que o mais famoso médium brasileiro, internacionalmente conhecido, foi apontado por incontáveis mulheres de as ter assediado enquanto prestava-lhes assistência espiritual. Antes mesmo de adentrar a análise jurídico-penal, é necessário que algumas palavras sejam ditas tanto sobre o espiritismo como a mediunidade. Diz Therezinha Oliveira (“Mediunidade”, Editora Allan Kardec) que “Espiritismo é a doutrina revelada pelos bons Espíritos e codificada por Allan Kardec”. Discorrendo no capítulo 35, diz a autora que “Espiritualismo e Espiritismo não são a mesma coisa. Espiritualismo é, apenas, o oposto do materialismo. É espiritualista quem crê em algo mais do que a matéria, o que não implica necessariamente crer na existência de Espíritos ou em suas comunicações com o mundo invisível”. De outra parte, “mediunidade é uma faculdade humana que serve para a comunicação entre o plano terreno e o espiritual”. Todas as pessoas possuem mediunidade: …

A corrupção, a violência e o ministro

De volta à cadeia

Lula, o sítio de Atibaia e o interrogatório judicial

Entre os incontáveis processos criminais contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está aquele que se refere a obras realizadas num sítio localizado na aprazível cidade de Atibaia. O ponto culminante do processo dá-se na audiência de instrução e julgamento, na qual são (habitualmente)[1] ouvidas as testemunhas de acusação, em seguida as de defesa e, finalmente, o réu é interrogado. Alguns autores antigos assinalavam que o interrogatório do acusado está para o processo como o coração está para o corpo humano. É nesse ato processual – o interrogatório – que o acusado exerce o direito de autodefesa, narrando (como se dizia, “de viva voz”) a sua versão dos fatos, negando tê-los praticado, ou admitir tê-los praticado, podendo, inclusive, permanecer em silêncio, sem que esta última posição possa prejudica-lo. Houve tempo no processo criminal em que se aplicava o ditado popular “quem cala, consente”. O interrogatório de Lula mostrou-se como um dos acontecimentos mais bizarros da Históri…

Bolsonaro e a ditadura

Um setor da esquerda, aquele mesmo que vivia mamando nas tetas do Erário Público – bem ao feitio do partido político que ela apoia, pois ele quer um Estado mastodôntico, empregando todos os seus sectários -, dentre as várias acusações contra o candidato Bolsonaro, que a levou a produzir aquela tolice chamada “EleNão”, uma delas avulta pela total ignorância sobre o tema e, mais grave, da História do Brasil: a volta da ditadura. É certo que um setor da direita, digamos, o radical, sonha com a volta da ditadura, como se isto fosse a solução para todos os males que assolam o país atualmente; mas, nos estreitos limites deste pensamento escrito, não cabe analisar a ditadura em si, o que será feito em outra oportunidade. O que vale analisar é a possibilidade da volta da ditadura. As condições políticas anteriores ao ano de 1964 eram fruto de algo que se iniciou antes, com a renúncia do presidente da República, Jânio Quadros, que houvera sido, em eleição livre e direta, eleito. O seu vice era J…