Nas tardes de domingo a briga pela audiência entre as emissoras de televisão poderia ser chamada de “briga de foice no escuro”: valia tudo. E havia também a programação de fim de tarde, de segunda a sexta, em que pululavam os programas policiais, verdadeiros lixos não recicláveis. Nas tardes de domingo predominava o já decano “Programa do Faustão” e a briga feroz era então pelo (honroso) segundo lugar. Nessa época o “partido dos irmãos”, também conhecido por PCC (cuja sigla a mídia tem medo de pronunciar, preferindo referir a ele como “organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios”), estava em período de crescimento e alguém da equipe de produção do programa “Domingo legal” teve uma brilhante ideia: entrevistar alguns membros do PCC. Conseguir alguns membros para conceder a entrevista era uma missão impossível e outra brilhante ideia alguém da produção teve: entrevistar pessoas que fingiriam pertencer ...