Pular para o conteúdo principal

Cinema e tênis

Para um cinéfilo - esta semana já fui ao cinema 4 vezes - (favor não confundir com cinófilo [pessoa que gosta de cães], que não é o meu caso; já gostei de cães, tive vários e de raça [beagle e fila, por exemplo,], mas, morando em apartamento, é difícil ter animais) como eu, sexta-feira é o melhor dia da semana, pois é o dia em que estreiam os filmes em Campinas. Alguns, como eu já disse outro dia, vêm em pré-estreia, com horários malucos (por exemplo, uma sessão às 21,30h, como é o caso, hoje, do "Precisamos falar com o Kevin"); outros, já vêm em horário normal.
Esta semana, em horário normal, estão "Os descendentes", "Millenium" e "J. Edgar". Este, dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Leonardo DiCaprio (todos "esquecidos" nas indicações ao "Oscar"), é, por assim dizer, uma biografia de J. Edgar Hoover, o homem que praticamente criou o FBI e o dirigiu por 48 anos, instalando um poder paralelo dentro do Estado. É citado no livro (que serviu de base a um filme) "Inimigos Públicos". Sobreviveu a vários presidentes (talvez tivessem medo de defenestrá-lo?) e no filme há essa sugestão numa passagem.
Mudando de assunto, está chegando ao fim o Australian Open, o primeiro "grand slam" do ano. Um dos finalistas é Nadal, que bateu ontem Federer por 3 sets a 1. Federer vinha jogando como nos velhos tempos, ministrando aulas de tênis aos seus adversários, não lhes dando qualquer oportunidade, como fez com Del Potro. Chegou a abrir 4x1 contra Nadal no primeiro set, mas depois decaiu, e acabou vencendo no "tie-break". Perdeu os outros 3 sets. Parece que ele se amedronta quando joga contra o Nadal. O seu adversário sairá da partida Murray x Djokovic: o sérvio venceu o primeiro set e perdeu o segundo. Jogam agora o terceiro. Está com cheiro de "tie-break".

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Por dentro dos presídios – Cadeia do São Bernardo

      Tão logo formado em Ciências Jurídicas e Sociais e tendo obtido a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, prestei auxílio num projeto que estava sendo desenvolvido junto à Cadeia Pública de Campinas (esta unidade localizava-se na avenida João Batista Morato do Canto, n° 100, bairro São Bernardo – por sua localização, era apelidada “cadeião do São Bernardo”) pelo Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal (que cumulava a função de Corregedor da Polícia e dos Presídios), Roberto Telles Sampaio: era o ano de 1977. Segundo esse projeto, um casal “adotava” uma cela (no jargão carcerário, “xadrez”) e a provia de algumas necessidades mínimas, tais como, fornecimento de pasta de dentes e sabonetes. Aos sábados, defronte à catedral metropolitana de Campinas, era realizada uma feira de artesanato dos objetos fabricados pelos detentos. Uma das experiências foi uma forma de “saída temporária”.       Antes da inauguração, feita com pompa...

A corrupção, a violência e o ministro

         O Supremo Tribunal Federal está julgando presentemente uma ADIn em que é discutida a constitucionalidade de um decreto presidencial que concedeu indulto (de Natal) [1] . Um dos pontos da arguição reside no fato de que alguns condenados pelo crime de corrupção [2] seriam agraciados.      Em primeiro lugar, é de se dizer que, por preceito constitucional, é atribuição exclusiva do presidente da República conceder essa forma de extinção total ou parcial da pena. Extingue totalmente o restante de pena a ser cumprido ou extingue parte da pena que falta ser cumprida.      Em segundo lugar, não cabe discussão sobre a constitucionalidade do decreto. O presidente, por intermédio desse decreto e no exercício do poder discricionário, concede a extinção da punibilidade para os crimes que ele bem entender. Cabe aqui uma explicação: esse tipo de indulto é chamado de coletivo, porque atinge um número indeterm...

A "marcação" de Neymar

      Mais uma vez o “enfant terrible” (para usar a linguagem do país em que ele mora) Neymar Jr se vê enrodilhado em uma confusão que, desta vez, atravessou o oceano, “pipocando” (não, não é sobre o seu comportamento) em outras plagas. O enredo, conforme foi apresentado à mídia e por esta repercutido, consistiria no segunte: ele foi assediado nas redes sociais por uma mulher que queria porque queria encontrar-se com ele a fim de “lhe dar amor”. Providenciadas as passagens e reservada a acomodação, na hora “h”, talvez não gostando dos modos do “menino terrível”, ela recusou-se a entregar-se a ele sexualmente, o que fez com que ele a forçasse ao ato sexual.       Os antecedentes do evento – ela praticamente se oferecendo a ele, aceitando as passagens, hospedando-se no hotel e, finalmente, recebendo-o no quarto, chegando talvez à prática dos atos preparatórios – fazem com que as pessoas inocentemente pensem que ela abdicou da v...