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As várias mortes do prefeito - capítulo 25



       
                 A tal FARB, a respeito da qual foi ouvido “Flavinho”, enviou carta anônima a diversas prefeituras, políticos, mais especificamente senadores, jornais (Folha de São Paulo e Estado de São Paulo], cujo início era assim: “A F.A.R.B. vem se proclamar para todo o Brasil assumindo o assassinato de Antônio da Costa Santos o Toninho do PT”. Bastante longa, não muito bem escrita, narrava a origem do grupo e afirmava que “os governos Ptistas são um dos nossos principais alvos pois o partido sempre prega o trabalho como principal forma de luta dentro de sua campanha os representantes Ptistas mostram a população a sua ajuda aos desfavorecidos, colocam que os mais pobres terão os mesmos direitos dentro da sociedade, mais na prática quando assumem o governo mostram uma posição totalmente diferente daquela mostrada anteriormente tratam as causas sociais com repúdio e intolerância”. E advertia: “sempre que nossos irmãos nos colocarem a par de certos acontecimentos perturbadores do bem estar de nossos cidadãos estejam certos que nosso silêncio não será mantido, algo será preparado para a solução destes casos”. E lembrava, no encerramento: “esta carta está sujeita a alguns erros gramaticais pois não somos peritos na língua portuguesa”.
                        A ex-babá da casa do irmão do prefeito, que houvera telefonado vária vez dizendo saber quem havia matado a vítima e solicitando uma alta quantia para informar o nome da pessoas, foi re-ouvida, na data de 22 de novembro, conforme o Ministério Público havia requerido, afirmando que no horário em que ocorreu a morte estava dormindo; que ficou sabendo da morte ao ler o um jornal local no dia seguinte (11/9); que não conhecia Flávio, Globerson, Anderson e Adriano. Deste ato não participou nenhum Promotor de Justiça ou advogado representando a família.
                        Pela segunda vez foi ouvido o porteiro da empresa Adara, que reafirmou ter ouvido, naquela noite, “estampidos típicos de arma de fogo; que o depoente, neste ato, retifica em parte seu depoimento anterior, esclarecendo que ao observar o movimento de veículos, no momento dos disparos, não viu nenhum outro veículo, exceto duas motocicletas acelerando alto, tendo a nítida impressão de que os tiros partiram das mesmas; que viu uma das motos de perfil, observando que era ocupada por dois indivíduos, cujas características não teve com perceber devido à distância e pouca iluminação; que a segunda moto viu-a afastando-se, não sabendo dizer se era ocupada por um ou dois indivíduos; que viu-as descendo a avenida Mackenzie, no sentido Shopping Iguatemi – Rodovia D. Pedro”. Disse, ainda, não conhecer nem nunca ouviu “falar dos indiciados Flávio Roberto Mendes Cunha Claro, Globerson Luiz Morais da Silva, Anderson Rogério David e o adolescente Adriano Santos da Costa”. Nesta oitiva também não esteve presente ninguém além do depoente, do Delegado de Polícia e do escrivão.
                        Foi ouvida uma pessoa de quem houvera sido roubado, no dia 3 de agosto, um veículo Fiat/Tipo e esta pessoa reconheceu o adolescente como sendo uma daquelas pessoas que praticaram o roubo.

  


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