Pular para o conteúdo principal

Cidade sem lei

Cidade sem lei

Campinas há muitos anos é uma cidade sem lei, especialmente quando se tem em mente a aplicação das normas - em sentido mais amplo possível - municipais.
Fazia muito tempo que Campinas não tinha um prefeito que fizesse algo pela cidade, por mais ínfimo que fosse: conservar as praças, por exemplo. Até que veio o governo do "primeiro os que mais precisam" que fez o mínimo, tirando do papel certas construções, como, por exemplo, a rodoviária (a construção de uma nova rodoviária esperou décadas); fez outras pequenas obras como as estações de transferência de passageiros, a ciclovia, tudo que demanda pouco gasto de dinheiro. Fez, repetindo, o mínimo.
Porém, quanto ao mais, nada é feito. Tomo como exemplo a buraqueira que tomou conta da cidade. Este fato é apontado nas redes sociais atualmente, com fotos ilustrando esse estado de abandono; a mídia também aponta isso e nada é providenciado pela prefeitura.
Há outro fato que demonstra descaso com a cidade: as placas de propaganda imobiliárias que tomam conta nos fins de semana. Este fato merecerá uma abordagem especial, que será feita oportunamente.
A propósito: o jornal "Metro Campinas" traz como matéria de capa o desrespeito às vagas especiais nas cidade. 
Silvio Artur Dias da Siilva

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A corrupção, a violência e o ministro

         O Supremo Tribunal Federal está julgando presentemente uma ADIn em que é discutida a constitucionalidade de um decreto presidencial que concedeu indulto (de Natal) [1] . Um dos pontos da arguição reside no fato de que alguns condenados pelo crime de corrupção [2] seriam agraciados.      Em primeiro lugar, é de se dizer que, por preceito constitucional, é atribuição exclusiva do presidente da República conceder essa forma de extinção total ou parcial da pena. Extingue totalmente o restante de pena a ser cumprido ou extingue parte da pena que falta ser cumprida.      Em segundo lugar, não cabe discussão sobre a constitucionalidade do decreto. O presidente, por intermédio desse decreto e no exercício do poder discricionário, concede a extinção da punibilidade para os crimes que ele bem entender. Cabe aqui uma explicação: esse tipo de indulto é chamado de coletivo, porque atinge um número indeterm...

Lulla e o direito de propriedade

     Nos dois julgamentos a que foi submetido o ex-presidente Lulla – tanto em primeira quanto em segunda instância – a sua defesa apegou renhidamente a um argumento que, em outros tempos, talvez fosse aceito: o de que o direito de propriedade do tríplex do Guarujá nunca foi transferido para o seu nome. Em Direito Civil esse argumento teria um peso fundamental; o mesmo não se aplicou, no presente caso, ao Direito Penal.      Uma das acusações contra o ex-mandatário versava sobre o crime de corrupção passiva, um crime contra a Administração Pública, descrito no artigo 317 do Código Penal. Uma superficial análise do seu conteúdo mostra que um dos requisitos é que o sujeito ativo seja funcionário público e que ele solicite ou receba vantagem indevida ou aceite promessa de tal vantagem. Acerca do conceito de vantagem, os doutrinadores são unânimes em afirmar que pode se tratar de qualquer vantagem, tenha ela, ou não, relevo econômico...

A "marcação" de Neymar

      Mais uma vez o “enfant terrible” (para usar a linguagem do país em que ele mora) Neymar Jr se vê enrodilhado em uma confusão que, desta vez, atravessou o oceano, “pipocando” (não, não é sobre o seu comportamento) em outras plagas. O enredo, conforme foi apresentado à mídia e por esta repercutido, consistiria no segunte: ele foi assediado nas redes sociais por uma mulher que queria porque queria encontrar-se com ele a fim de “lhe dar amor”. Providenciadas as passagens e reservada a acomodação, na hora “h”, talvez não gostando dos modos do “menino terrível”, ela recusou-se a entregar-se a ele sexualmente, o que fez com que ele a forçasse ao ato sexual.       Os antecedentes do evento – ela praticamente se oferecendo a ele, aceitando as passagens, hospedando-se no hotel e, finalmente, recebendo-o no quarto, chegando talvez à prática dos atos preparatórios – fazem com que as pessoas inocentemente pensem que ela abdicou da v...