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Tênis brasileiro

Mais um brasileiro, desta vez Ricardo Mello, foi eliminado do Australian Open. Como era esperado, ele foi eliminado por Jo-Wilfried Tsonga, por três sets a zero. Não foi tão feio, porque Ricardo conseguiu fazer alguns "games".
Neste exato momento, o terceiro - e último - brasileiro, Thomaz Bellucci, foi eliminado por outro francês, Gael Monfils, por três "sets" a um.
É lamentável que num país que teve um jogador do porte do Guga, o tênis esteja presentemente "jogado às traças". Guga é um dos maiores jogadores de todos os tempos, estando no panteão dos vencedores. Ficou por 42 semanas como número um do mundo e abocanhou 12 milhões de dólares apenas em premiação (excluída a verba de patrocínio). Foi o único sul-americano a conseguir a proeza de permanecer tanto tempo na liderança do ranking (antes dele, Marcelo Ríos - chileno - havia sido o primeiro, porém de forma efêmera).
Para traçar uma comparação que incomoda: a Argentina tem 6 entre os 100 primeiros do ranking da ATP; o Brasil, apenas um (Bellucci é o 37º do mundo). O maior tenista argentino de todos os tempos foi o sensacional Guillermo Vilas, que não brilhou tanto quanto Guga. Qual é a explicação para a atual situação? Não sei, mas suponho que falte incentivo governamental. Por todos os cantos há campos de futebol; quadra de tênis, nenhuma, ou, na melhor das hipóteses, pouquíssimas.
Há um vídeo no youtube que mostra o descaso: Lula e Cabral são abordados por um garoto (como Cabral disse na hora) que cobra incentivo ao tênis e é praticamente escorraçado por esses dois enganadores. O Molusco chama o tênis de esporte da "burguesia" e Cabral chama o menino de "sacana". O endereço está abaixo.

http://youtu.be/VlKT5CEgnqs

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