Não se sabe exatamente em quê estava pensando a apresentadora Fátima Bernardes quando lançou uma opção: se um traficante e um policial feridos chegassem num hospital quem deveria ser socorrido primeiro? Como se trata de programa de televisão gerado a partir do Rio de Janeiro, a opção foi pelo traficante, como há décadas ocorre (conta-se que o tráfico de entorpecentes na “cidade maravilhosa” foi “liberado” durante o governo Brizola, sendo Secretário da Polícia Civil [ainda não existia Secretaria da Segurança Pública] o penalista Nilo Batista, nos idos de 1987. Neste ano, o então secretário deu uma entrevista à revista ISTOE afirmando que a droga não era problema de polícia: para muitos, foi a senha para a liberação do tráfico). A apresentadora não esclarece qual estava mais ferido, mas isto pouco importa ao debate. Podia em seguida lançar uma campanha “humanitária”: adote um traficante ferido. ...